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COMITÊ ESTADUAL DE PREVENÇÃO E COMBATE À TORTURA DO PARÁ - 08/08/2024
Seirdh leva projeto "Direitos Humanos nas escolas" para Escola Estadual Dr. Mário Chermont - 07/08/2024
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Seirdh ministra palestras sobre direitos humanos para alunos da Escola Estadual Dr. Mário Chermont, na Cremação, em Belém, nos dia 6 e 7 de agosto.
Seirdh prestigia Sessão Solene de Posse do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), ocorrida na Igreja de Santo Alexandre, em Belém - 07/08/2024
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Seirdh registra presença através do titular pasta, Jarbas Vasconcelos, e da Secretária Adjunta, Edilza Fontes, na Sessão Solene de Posse do Instituto Histórico e Geográfico do Pará que aconteceu na Igreja de Santo Alexandre


Governo do Pará apoia Prêmio Amatra 8 de Direitos Humanos "Padre Bruno Sechi" - 02/08/2024
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O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), apoia a segunda edição do Prêmio Amatra 8 de Direitos Humanos - Padre Bruno Sechi. Essa é a segunda edição da premiação e o edital foi lançado nesta sexta-feira, 2, em meio a uma solenidade realizada na sede do Movimento República de Emaús, localizada no bairro do Benguí, em Belém.
A entidade foi fundada pelo padre italiano Bruno Sechi, morto há quatro anos, e que dá nome à premiação. Os interessados poderão se inscrever entre os dias 5 de agosto e 22 de setembro, através de ficha de inscrição disponibilizada no site da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 8ª Região (Amatra 8). O edital e o regulamento do prêmio também estão disponíveis no endereço eletrônico citado.
O prêmio visa reconhecer projetos e/ou iniciativas desenvolvidos no Estado que se destaquem pela promoção e proteção aos direitos humanos nas relações de trabalho. É dividido em três categorias: promoção da diversidade no mundo do trabalho; combate ao trabalho escravo e erradicação do trabalho infantil.
Os vencedores de cada categoria levarão uma premiação de R$ 10 mil. As ações e os projetos inscritos deverão ter sido implementados no período de 1º de janeiro a 30 de dezembro de 2023. O resultado será divulgado no dia 10 de dezembro, data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Jarbas Vasconcelos, ressaltou a importância da premiação. “Esse prêmio tem tudo para ficar na história dos movimentos sociais e do Estado do Pará. O padre Bruno Sechi é um nome significativo que traz muito orgulho para todos nós paraenses e para todos aqueles que lutam por uma sociedade melhor e pela cultura dos direitos humanos, da paz e da solidariedade. Na semana passada, foram divulgados dados da violência no Brasil e eles retratam o drama social de um país tão desigual. Mostram que as maiores vítimas de violência são exatamente quem deveria ser mais protegido, como a comunidade LGBT, mulheres pretas, povos tradicionais quilombolas, povos tradicionais de matriz africana, pessoas com deficiência, idosos, crianças e os jovens. Isso nos diz que a sociedade precisa mudar e o Governo do Estado está pronto para colaborar”, frisou.
A presidente da Amatra 8, juíza Roberta Santos, fez questão de agradecer a todos os parceiros pela disponibilidade. “Agradecemos a todos os parceiros que abraçaram essa iniciativa junto com a gente, pois a nossa ideia é homenagear o padre Bruno Sechi e divulgar a importância das ações realizadas pela sociedade civil nessa temática. Contamos com todos na divulgação do prêmio, pois ele só vai crescer e permanecer existindo se nós conseguirmos fazer com que os movimentos sociais que estão trabalhando na defesa, promoção e proteção dos direitos humanos dentro das relações de trabalho apresentem as suas inscrições ao nosso edital”, declarou.
A defensora pública geral do Estado, Mônica Belém, também participou da cerimônia e ressaltou a importância da iniciativa. “A Defensoria Pública é, acima de tudo, uma instituição que promove e defende os direitos humanos. E é muito importante a gente estar nesse momento de lançamento de um edital para a sociedade civil poder participar, mostrar suas iniciativas de defesa dos direitos humanos, para que cada vez mais as instituições, conjuntamente, possam promover iniciativas nesse sentido”, observou.
A coordenadora do Movimento República de Emaús, Georgina Negrão, lembrou a importância do padre Bruno Sechi para a defesa dos direitos humanos no Estado do Pará, especialmente das crianças e adolescentes. “Padre Bruno conseguiu fazer com que muitas pessoas, centenas de pessoas pudessem se sensibilizar e perceber que a luta por seres humanos é necessária e urgente. Ele lutou para difundir a ideia de que todos e todas podem e são responsáveis por essa luta, por fazer com que os direitos humanos sempre sejam o motivo das nossas ações. E as crianças, adolescentes e jovens do Movimento de Emaús sempre estiveram envolvidos nesse processo, tanto que hoje nós temos muitos sócios que também foram crianças acolhidas nesse atendimento”, destacou.

Texto e fotos: Nucom/Seirdh
Governo do Pará participa de ato público de responsabilidade internacional no caso do advogado Gabriel Sales Pimenta - 31/07/2024
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O advogado trabalhava na defesa de trabalhadores rurais da região, motivo pelo qual foi ameaçado de morte em mais de uma ocasião
Por Elck Oliveira (SEIRDH)
30/07/2024 22h07

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), participou na noite desta terça-feira (30), no Teatro Paschoal Carlos Magno, em Juiz de Fora (MG), do ato público de reconhecimento de responsabilidade Internacional a respeito do caso do assassinato do advogado Gabriel Sales Pimenta, ocorrido no Pará, há mais de 40 anos.Nascido naquela cidade mineira, Gabriel teve destacada atuação como defensor de direitos humanos e advogado de trabalhadores rurais da região de Marabá, no sudeste do Estado, o que motivou o seu assassinato, pelo qual os mandantes nunca foram exemplarmente punidos, o que gerou ao Brasil condenação mediante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 2022. O ato público desta terça-feira (30), capitaneado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, representa o cumprimento de uma das disposições da sentença emitida pela Corte.
Durante a solenidade, a história de Gabriel Sales Pimenta foi lembrada. Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora e logo em seguida se mudou para o Pará, onde, em 1980, tornou-se advogado do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Marabá, atuando na defesa de trabalhadores rurais da região, motivo pelo qual foi ameaçado de morte em mais de uma ocasião. Após o assassinato, no âmbito do processo penal, a investigação dos fatos foi concluída com uma decisão que declarou a prescrição.
O caso foi então levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que entendeu que a morte do defensor teria ocorrido em contexto de violência relacionada a demandas por terra e reforma agrária no país, e que as autoridades responsáveis pela investigação não atuaram de maneira adequada e dentro de um prazo razoável.
Assim, a Corte Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Estado brasileiro pela impunidade no caso e pelo descumprimento do dever de investigar crimes contra defensores de direitos humanos, o que levou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o Instituto Gabriel Pimenta de Direitos Humanos, convidando o Governo do Pará, por meio da Seirdh, a promover o ato público agora realizado, que também contou com a presença de familiares de Gabriel Sales Pimenta.
O titular da Seirdh, Jarbas Vasconcelos, participou da solenidade e lembrou que a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos diz que não só o Estado brasileiro deve responder e reparar a questão, mas também o Estado do Pará.
“Venho aqui esta noite, em nome do Estado do Pará, mas também em nome de uma geração militante que foi contemporânea e que sucedeu Gabriel Sales Pimenta numa das fronteiras mais conflituosas do Brasil, que é especialmente o sul do Pará. Este é um caso em que todos do sistema de segurança e de justiça, em todos os níveis, falharam. Por isso, é preciso que todos nós, paraenses e brasileiros, peçamos desculpas a Gabriel Sales Pimenta e sua família. É um dever que decorre de uma decisão da Corte, mas decorre sobretudo das nossas consciências humanas. Esta impunidade, este crime, foi cometido sob a égide da ditadura militar, acobertado por ela, e lamentavelmente ainda hoje não temos uma justiça de transição, capaz de investigar e punir aqueles que prepararam a impunidade dos que tiraram a vida de Gabriel Sales Pimenta. Por isso, nesta noite, é preciso que nós falemos de justiça de transição, de memória, de verdade e de mecanismos de não repetição”, destacou.
O ministro de Estado, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, também fez questão de se desculpar, em nome do Brasil, com a família e a memória de Gabriel Sales Pimenta.
“Reunimos aqui para a realização de um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional. Um importante passo no que se refere ao cumprimento das medidas determinadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos na sentença do caso Sales Pimenta. Nessa decisão, a Corte declarou a responsabilidade do Estado brasileiro pela impunidade do caso, por isso, aqui quero eu, nos termos da sentença condenatória, com o objetivo de reparar o dano causado às vítimas, evitar que fatos como esse se repitam, em nome do Estado brasileiro, reconhecer a responsabilidade internacional do Brasil por essa violação e peço as mais sinceras desculpas do Estado às vítimas aqui presentes. O Estado brasileiro reconhece que Gabriel Sales Pimenta foi um corajoso defensor dos direitos humanos e que a sua luta, ao lado dos trabalhadores rurais deste país, é também a luta de todos nós brasileiros”, frisou.
Segundo o ministro, o Estado brasileiro tem trabalhado para aumentar a sua capacidade de garantir a livre atuação dos defensores e defensoras de todo o país, por meio da criação de um grupo de trabalho técnico que leva o nome de Gabriel Salles Pimenta, além de aprimorar o Programa de Proteção de Defensores e Defensores de Direitos Humanos, comunicadores e ambientalistas, que, no Pará, é gerenciado pela Seirdh.
“Em agosto, o grupo de trabalho técnico Sales Pimenta realizará duas audiências públicas, em Brasília e em Belém do Pará. Em Belém, a audiência fará um debate sobre um tema extremamente importante, extremamente caro a todos nós, que é a proteção de pessoas defensoras de direitos humanos vinculadas às questões de terras e território, povos e comunidades tradicionais. O resultado final do trabalho técnico de Sales Pimenta será entregue no dia 10 de dezembro deste ano, que é o Dia Internacional dos Direitos Humanos”, completou.

O Procurador-Geral da União, Marcelo Eugênio Feitosa Almeida, também reconheceu a importância do reconhecimento da luta do advogado Gabriel Sales Pimenta em prol dos direitos humanos no Brasil. “O assassinato de Gabriel Sales Pimenta não foi apenas um ataque ao indivíduo, mas uma agressão aos valores fundamentais da nossa sociedade. Pimenta dedicou sua vida à defesa dos trabalhadores rurais e à proteção da justiça social. É uma oportunidade para refletirmos sobre os conflitos do passado e reafirmarmos nosso compromisso com a justiça e os direitos humanos. Não só por Sales Pimenta, mas também por Chico Mendes, Mãe Bernadete e tantos outros que vão fazendo de suas vidas uma luta permanente pela defesa dos direitos de todos nós que estamos aqui hoje. Este ato público não é apenas um cumprimento de uma sentença judicial, mas um compromisso moral do Estado brasileiro com a verdade, a justiça, a não repetição e a memória. Assim, hoje, em nome do Estado brasileiro, pedimos desculpas. À família de Gabriel Sales Pimenta, aos seus amigos e a todos aqueles impactados com sua perda. Reconhecemos a dor e o sofrimento causado pela impunidade e pela falta de justiça ao longo desses anos. Esse ato é um passo importante para garantir que tragédias como esta não se repitam e para a restauração da confiança na justiça”, finalizou.
Além de familiares de Gabriel Sales Pimenta, representantes de movimentos sociais, entre outras autoridades, também participaram do ato, que teve transmissão pelo canal do Youtube do Governo do Pará, por meio de uma parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
Servidores da Seirdh participam de workshop sobre Planejamento com a Seplad - 24/07/2024
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Servidores da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) participaram, nesta quarta-feira (24/07), de workshop de "Planejamento Estratégico Monitoramento e Avaliação de Programas PPA 2024-2027", ofertado por técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplad). Durante o treinamento, foram abordados temas como instrumentos do planejamento na construção e execução de políticas públicas, alinhamento estratégico, acompanhamento e desempenho de ações do Estado, Caderno ODS, entre outros assuntos.

Estado e PNUD debatem igualdade étnico-racial como Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - 17/07/2024
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O evento em Belém, coordenado pela Seirdh e Sepi, ocorreu após a apresentação do ODS 18 pelo governo brasileiro à Organização das Nações Unidas
Por Elck Oliveira (SEIRDH)
16/07/2024 21h03

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) e da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), promoveu na tarde desta terça-feira (16), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no auditório da Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA), em Belém, o evento “Igualdade na Agenda 2030: Territorialização do ODS 18 no Pará”.
O evento promoveu o debate sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 18, apresentado pelo governo brasileiro à Organização das Nações Unidas (ONU) também nesta terça-feira. O novo ODS - atualmente a ONU conta com 17 Objetivos - visa à promoção da igualdade de acesso a políticas públicas e a oportunidades e garantia de direitos de negros, povos indígenas, populações tradicionais e outros segmentos sociais.
No início da programação houve transmissão on-line do lançamento do ODS 18, pelo governo brasileiro, em Nova Iorque (Estados Unidos), durante o Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Na ocasião, o governo federal apresentou a experiência de construção do Objetivo, e as metas e os indicadores que estão sendo elaborados.
Em seguida, no auditório da EGPA ocorreu uma roda de conversa, sobre o tema “Desafios e Oportunidades na implementação do ODS 18 no Pará”, entre gestores das secretarias estaduais, outras autoridades e representantes da sociedade civil e do PNUD, que contribui, há mais de 50 anos, para o crescimento inclusivo e sustentável. Esse foi o primeiro passo destinado à implementação do ODS 18 no contexto paraense.

Justiça e equidade - O secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Jarbas Vasconcelos, considerou oportuno o debate. “O Brasil deu um recado muito positivo para o mundo. Esse debate estava congelado e desarticulado no País. A retomada do debate das ODSs num patamar de exigência nova e proposta mundialmente é muito importante. Nós temos um papel muito forte na construção da nova ODS, principalmente nós, da Amazônia, pois não somos brasileiros iguais a outros brasileiros. E uma das coisas que nos dão essa identidade é saber que nós somos os destinatários históricos de um racismo desenvolvimentista e ambiental. Por isso, quando esta pauta é colocada pelo governo federal e pelo movimento social como um todo, é importante que afirmemos essa diferença, por uma questão de justiça e equidade”, disse o secretário. A coordenadora de Gestão Ambiental, Territorial e Justiça Climática da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas, Bianca Hammerschmidt, avaliou que o Pará vive hoje um momento muito importante na luta pelos direitos dos povos indígenas.
“A discussão sobre uma ODS que pensa a igualdade étnico-racial e a ideia de uma territorialização, ou seja, o comprometimento do Estado brasileiro em dizer que sim, a questão racial é importante, perpassa a nossa história. Os dados que foram apresentados confirmam isso, de que ainda há muita desigualdade quando se pensa sobre a população indígena, sobre a população preta ou quilombola. Reconhecer que existe uma desigualdade, e que ela precisa ser combatida por meio de políticas públicas, é algo muito importante para o Estado, e com certeza vai contar com o comprometimento da nossa Secretaria nessa pauta”, assegurou.

Agenda 2030 - A coordenadora local de projetos do PNUD no Pará, Kassya Fernandes, lembrou que as Nações Unidas lançaram, em 2015, a Agenda 2030, um plano de ação com o objetivo de tornar o mundo mais sustentável e resiliente até a data estabelecia. A agenda inclui 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e metas para erradicar a pobreza e promover uma vida digna para todos.
“Apesar de ser um plano com impacto global, ele precisa ser territorializado. Precisa que todas as suas metas sejam dialogadas nos territórios, seja nos estados, seja nos municípios, mas também nos territórios menores, nas comunidades, nas ruas. Para que avancemos em termos de desenvolvimento sustentável é preciso que a gente dialogue com as pessoas sobre esse desenvolvimento. Aqui no Estado do Pará estamos começando uma discussão rápida, a partir da iniciativa do governo federal em propor um novo ODS voluntário, que é o de igualdade étnico-racial, para que a gente possa pensar coletivamente essa proposta, esse trabalho que vem sendo apresentado, e também nos localizarmos, observando as diferenças e as desigualdades que nós temos nesse Estado”, frisou Kassya Fernandes.
Objetivo 18 - O novo ODS, que contempla a igualdade étnico-racial, foi proposto voluntariamente pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do debate geral da 78ª Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2023. A proposta foi liderada pelo Ministério da Igualdade Racial, em articulação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério dos Povos Indígenas.
A iniciativa vem sendo discutida e aprofundada desde então, sendo lançada mundialmente nesta terça-feira (16), durante o Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (HLPF), no evento paralelo “Igualdade étnico-racial na Agenda 2030: a experiência brasileira de construção de um novo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável”.
O 18º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável introduz novos compromissos, incluindo a eliminação da discriminação étnico-racial no ambiente de trabalho, a erradicação de formas de violência contra povos indígenas e afrodescendentes, além de garantir acesso equitativo ao sistema de Justiça.
Outras metas destacam-se pela promoção de representatividade e reparação, a promoção da memória histórica, verdade e justiça, e o fornecimento de habitação adequada e sustentável. Assegurar acesso universal à saúde de qualidade e educação de excelência, promover diálogo e participação social efetiva, e combater a xenofobia são também prioridades essenciais desse novo compromisso.
Seirdh chefia delegação paraense na 5ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência em Brasília - 16/07/2024
- Descrição:
Evento, até esta quarta-feira (17), discute a implementação dos direitos da pessoa com deficiência e quer desenvolver políticas públicas inclusivas
Por Elck Oliveira (SEIRDH)
16/07/2024 11h03

O Estado do Pará participa, com 22 delegados, da 5ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que ocorre até esta quarta-feira (17), em Brasília (DF). O evento reúne representantes de todo o País e é organizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MCDH). As delegadas e os delegados que representam o Pará foram escolhidos durante a Conferência Estadual, realizada em abril deste ano pelo Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, do qual a Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) faz parte. A Seirdh também está chefiando a delegação do Pará em Brasília (DF).
Com o tema "O cenário atual e futuro na implementação dos direitos da pessoa com deficiência: construindo um Brasil mais inclusivo", o objetivo da 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é realizar um diagnóstico das demandas principais dos Estados e desenvolver políticas inclusivas para garantir o acesso aos direitos em todo o território nacional.

Para a gerente de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Seirdh, Belle Fadul, a retomada do evento, após oito anos de hiato, é uma vitória para esse segmento da população. “A 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência é um momento de esperança e resistência por esse público, visto que houve um hiato de oito anos. A garantia da participação da delegação do Estado do Pará, composta por 22 delegados de distintos municípios, é imperiosa para promover a democracia e fortalecer os debates e decisões em torno das políticas públicas para pessoas com deficiência, levando em consideração os fatores amazônicos e direitos que devem ser assegurados em todo o Estado”, refletiu.
A conferência nacional reúne representantes governamentais e da sociedade civil de todas as regiões do Brasil, com o propósito de mapear desafios, debater e decidir prioridades para a elaboração de políticas direcionadas às pessoas com deficiência. O evento consiste em um importante espaço democrático de diálogo e construção coletiva, fruto de mobilizações das comunidades, dos movimentos sociais e da gestão pública.
As atividades ocorrem no Centro Internacional de Convenções, com a participação de 1,2 mil delegados eleitos e acompanhantes de todo o País.
*Com informações do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania
Seirdh apresenta aos servidores novos componentes da Diretoria de Igualdade Racial (DIR) - 16/07/2024
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Seirdh apresenta aos servidores novos componentes da Diretoria de Igualdade Racial (DIR), responsável por implementar políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial no Estado do Pará, tendo como principal foco os grupos étnicos mais vulneráveis.


Seirdh reúne com o primeiro-secretário na seção política da Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Brasília - 10/07/2024
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Seirdh reúne com o primeiro-secretário na seção política da Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Brasília, Alexander Gupman, para tratar de projetos que poderão ser desenvolvidos em parceria com o governo norte-americano.

Votos de aplausos - 10/07/2024
Governo do Pará, Secretaria de Estado de Igualdade Racial (Seirdh) e Governo Federal recebem Votos de Aplausos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) pela realização do Pré-Summit do Y20 - 10/07/2024
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Governo do Pará, Secretaria de Estado de Igualdade Racial (Seirdh) e Governo Federal recebem Votos de Aplausos da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) pela realização do Pré-Summit do Y20 (Grupo de Engajamento das Juventudes do G20), em Belém, entre os últimos dias 17 e 19 de junho, pela primeira vez na história do evento.
Confira aqui o requerimento de votos de aplausos.


Seirdh reúne com equipe técnica da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) para discutir a implantação da Escola da Socioeducação do Pará - 02/07/2024
- Descrição:
Seirdh reúne com equipe técnica da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) para discutir a implantação da Escola da Socioeducação do Pará


A Seirdh presta atendimento à família vítima de racismo e de discriminação contra Pessoa com Deficiência - 01/07/2024
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A Seirdh, por meio da Ouvidoria e das Diretorias de Direitos Humanos e de Igualdade Racial, presta atendimento à família vítima de racismo e de discriminação contra Pessoa com Deficiência

Seirdh reúne com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para tratar sobre capacitações e futuras parcerias com o órgão - 01/07/2024
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Seirdh reúne com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para tratar sobre capacitações e futuras parcerias com o órgão, visando principalmente a implantação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU


Na capital paraense, I Marcha Trans e Travesti do Estado tem apoio do governo do Pará, por meio da Seirdh - 01/07/2024
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A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) apoiou, neste domingo (30), a realização da I Marcha Trans e Travesti do Estado do Pará. Centenas de pessoas saíram às ruas de Belém, em uma manifestação pacífica pela garantia de direitos e respeito à vida das pessoas trans e travestis. O cortejo saiu da Doca em direção ao Ver-o-Rio, na orla da cidade, com momentos de falas de representantes do segmento e atrações culturais, para fechar o mês dedicado ao orgulho LGBTQIA+.
A diretora de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), Verena Arruda, acompanhou o evento junto à equipe da Secretaria e destacou a importância de outras ações, paralelas às de visibilidade, como é o caso da Marcha, estarem sendo protagonizadas pelo governo do Estado.
“Estamos trabalhando, em parceria com outros órgãos do Estado, na consolidação de políticas públicas reais para a população LGBT. Então, a gente tem começado um trabalho forte dentro da pauta da educação, da melhoria da condição de ensino, de ações de formação, capacitação, na linha da empregabilidade e também no financiamento de empreendedores LGBT, sobretudo de forma prioritária apoiando pessoas trans e travestis”, frisou a diretora da Seirdh, Verena Arruda.
Da comissão organizadora do evento, Leonora Bittencourt ressaltou o fato de esta ter sido a primeira edição da Marcha do Orgulho Trans do Estado do Pará, e o principal objetivo era chamar a atenção da sociedade para as pautas do segmento que ainda não avançaram. “Obviamente a gente avançou em direitos, mas a gente ainda não conquistou eles da forma que deveria. Ainda não estamos ocupando efetivamente o mercado de trabalho e ainda não estamos incluídas efetivamente no cenário político, que é um mecanismo muito importante para mostrar que, para além de sermos mulheres trans, homens trans, travestis, pessoas não binárias, nós também podemos ser tudo aquilo que a sociedade diz que nós não somos capazes”, observou.
O ativista e homens trans, Raffael Carmo, enfatizou a importância do segmento do Norte do País protagonizar movimentos como esse. "Já estava na hora do povo amazônico, do povo do Norte também promover essa marcha. A nossa população hoje, no Brasil, infelizmente, é a mais assassinada. Então, esse momento vem para trazer essa visibilidade positiva e, também, de reivindicar políticas públicas que resguardem as nossas vidas, cidadania e acesso, de fato, aos nossos direitos. Então, é celebrar o orgulho, pois estamos no mês do orgulho, mas também dizer que nós precisamos da efetividade de políticas públicas para que pessoas trans vivam como qualquer outro cidadão dentro do nosso estado e tenham acesso aos serviços de que qualquer cidadão precisa”, disse.
A Marcha foi acompanhada por órgãos da segurança pública do Estado e não registrou nenhum incidente durante o percurso, que se encerrou à noite, com shows e apresentações culturais no complexo Ver-o-Rio.
I Marcha Trans e Travesti do Estado do Pará - 30/06/2024
- Descrição:
Na capital paraense, I Marcha Trans e Travesti do Estado tem apoio do governo do Pará, por meio da Seirdh
Governo do Pará celebra Dia do Orgulho LGBTQIA+ com ações e projetos para esse público - 28/06/2024
- Descrição:
Por meio da Seirdh, o Estado convocou a 5ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ para junho de 2025
Por Elck Oliveira (SEIRDH)
28/06/2024 14h09

Na data em que se comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), publicou portaria convocando a 5ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ para junho de 2025, com período a ser definido assim que os novos membros do Conselho Estadual da Diversidade Sexual, recém-eleitos, tomarem posse, o que deve ocorrer no início do próximo semestre.
É nessa conferência que as demandas da comunidade serão reunidas, a fim de levá-las para a Conferência Nacional, que estava suspensa desde 2018. “É de suma importância a realização da Conferência Estadual para que, a partir dela, o Governo do Estado possa elaborar um Plano Estadual de Políticas para Pessoas LGBT no Estado do Pará, além de reunir as demandas e as pautas da população LGBT. É crucial a construção de uma estratégia de enfrentamento da LGBTfobia e da promoção de direitos dessa população que é tão marginalizada”, frisou a gerente da Diversidade Sexual e de Gênero da Seirdh, Bárbara Caroline Oliveira.
Mas esse não é o único motivo de comemoração para a comunidade LGBTQIA+ do Pará. Desde que foi criada, em abril do ano passado, a Seirdh tem trabalhado junto com a sociedade civil e outras esferas governamentais para garantir o acesso dessa população a políticas de cidadania, educação, emprego e renda, entre outras. É assim, por exemplo, com a parceria junto à Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), para implantação do Programa Empodera+, que objetiva impulsionar a autonomia socioeconômica de pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade social. O Pará será um dos primeiros Estados a receber a iniciativa, que envolverá a concessão de bolsas e capacitação dos participantes.

Além disso, a Seirdh tem desenvolvido ações de cidadania e de direitos humanos voltadas para o segmento; debates; rodas de conversas; apoios às marchas e paradas do Orgulho LGBTQIA+ em todo o Estado; campanhas de combate à LGBTfobia em escolas estaduais de ensino fundamental e médio e o lançamento do edital de chamamento para composição da sociedade civil no Conselho Estadual da Diversidade Sexual (CEDS), cuja posse dos novos membros para o biênio 2024-2026 deverá ocorrer no próximo mês.
“Hoje é um dia muito importante para a população LGBTQIA+ do Estado do Pará. O dia em que nos orgulhamos de ser quem nós somos, de nos reconhecermos como somos e de nos identificarmos como somos. Então, esse é o dia de reafirmar a nossa identidade, a nossa luta e a nossa causa. E o Governo do Estado, através da Seirdh, vem realizando inúmeras ações em prol da comunidade LGBT, com destaque para o projeto Empodera+, em parceria com o Governo Federal, que visa à capacitação profissional para as pessoas LGBTQIA+, em situação de vulnerabilidade socioeconômica e que desejam uma qualificação profissional para ingressar no mercado de trabalho", disse Bárbara Caroline.

"Além disso, nós também temos o programa Ser Mulher, em parceria com a Universidade Federal do Pará, a Universidade da Amazônia e a Secretaria das Mulheres, por meio do qual foram destinadas vagas em cursos superiores para a população de lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis em situação de vulnerabilidade socioeconômica e que passaram por situação de violência. Também iremos lançar em breve o edital de fomento da cultura para a população LGBT do Estado do Pará, pelo qual vamos viabilizar parceria com as instituições que promovem ações de fomento LGBT nos municípios. Então, com esse edital, a gente acredita que poderá interiorizar ainda mais a política, através dessa parceria com a sociedade civil”, finalizou a gerente da Seirdh.
Seirdh reúne com representante do movimento LGBT do Pará para tratar sobre EquipaDH+ - 28/06/2024
- Descrição:
Seirdh reúne com representante do movimento LGBT do Pará para tratar sobre EquipaDH+, Programa de Equipagem, de Modernização da Infraestrutura e de Apoio ao Funcionamento dos Órgãos, das Entidades e das Instâncias Colegiadas Atuantes na Promoção e na Defesa dos Direitos Humanos

Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial define datas da Conferência Estadual - 25/06/2024
- Descrição:
No Pará, o evento será em maio de 2025, em preparação à etapa nacional, marcada para julho. Serão propostas alternativas para a superação das desigualdades étnico-raciais.
Por Elck Oliveira (SEIRDH)
26/06/2024 10h44

O Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coneppir), ligado à Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), aprovou por unanimidade, em reunião na terça-feira (25), as datas da V Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial: 13, 14 e 15 de maio de 2025. O evento nos Estados é fundamental para a realização da etapa nacional, marcada para julho de 2025, com ampla representação da sociedade. O objetivo é propor alternativas para a superação das desigualdades étnico-raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social e político.
Durante a reunião, a Seirdh discutiu com o pleno do Conselho a respeito do Memorial da Escravidão Negra no Pará, que está em fase de implantação pela Secretaria. O historiador Eduardo Miranda, assessor técnico da Seirdh, expôs o projeto aos conselheiros, e contou com as considerações dos professores Marley Silva e Paulo Barros, respectivamente das áreas de História e Geoprocessamento, responsáveis pelo parecer técnico que subsidiou o projeto.
Eduardo Miranda lembrou que, além do Memorial da Escravidão Negra, o Pará ganhará em breve o Museu da Consciência Negra, fruto de uma articulação entre a Seirdh e a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), dedicado às questões atuais que envolvem o povo negro, como religiosidade, práticas culturais e arte contemporânea.

Memória - “Belém respira a ideia da Grande Belém, da Belém da Belle Époque e, ao longo do tempo, se apagou a Belém negra e indígena. Quando propusemos esse projeto, recebemos algumas críticas porque, muitas vezes, as pessoas estão impregnadas por essa ideologia do apagamento. Essa memória tem que ser mostrada”, destacou o secretário de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Jarbas Vasconcelos.
Eduardo Miranda informou aos conselheiros que está aberta, por meio de um formulário on-line, a consulta pública para que a sociedade civil possa dar suas contribuições ao projeto do Memorial da Escravidão Negra no Pará. É possível acessar o formulário no site (www.seirdh.pa.gov.br) e redes sociais da Seirdh.

Conferência - Em seguida, os conselheiros deliberaram sobre as datas da V Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial.
“É muito importante salientar que a Conferência é uma retomada, porque essa pauta estava estacionada e, com a criação da Seirdh, a gente consegue novamente absorver toda a demanda de igualdade racial. E a etapa estadual é fundamental porque é nela que se tem um termômetro das necessidades da sociedade civil nas 12 regiões de Integração do Estado”, ressaltou o gerente de Promoção da Igualdade Racial da Seirdh, Denilson Silva.